A Argentina está se preparando para colher uma safra de 44 milhões de toneladas de soja. O número é 3 milhões de toneladas menor do que sua estimativa anterior, 10 milhões de toneladas a menos do que o estimado no início da safra e 13,5 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. É a pior seca dos últimos 30 anos, fazendo o País, que tem na soja e no milho 36% de suas exportações, prever uma quebra de quase meio ponto percentual no PIB, de 3% para 2,5%.

Os preços da soja continuam subindo no início da tarde desta sexta-feira (2) na Bolsa de Chicago, porém, em um ritmo menos intenso do que o observado mais cedo. As cotações, por volta de 13h10 (horário de Brasília), registravam pequenas altas de 0,75 ponto, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,68 por bushel. Mais cedo, altas eram de mais de 7 pontos entre as posições mais negociadas. 

O mercado internacional segue atento à condição na Argentina, mas realiza parte dos lucros observados nos últimos pregões e busca certa estabilidade, também antes do final de semana. Somente nesta quinta, a commodity terminou o pregão com altas superiores a 10 pontos. 

Em Paranaguá a soja atingiu R$80,00 a saca. No Oeste baiano a soja balcão era negociada hoje a R$63,00 a saca. Os produtores não estão travando novos negócios, a não ser aqueles necessários para pagamentos de dívidas contraídas para o final da safra. A perspectiva é de melhora nos preços, com o dólar apontando para cima, a R$3,25 em função da agitação política de Brasília.

Uma tonelada de adubo, na fórmula 5-25-15 (para milho) era negociada hoje, no Oeste baiano, a R$1.383,00.

O milho era negociado a R$25,00 a saca de 60 quilos, mas os preços também devem reagir em função da frustração da safrinha, no Paraná, Mato Grosso e Sul de Goiás, em função da entrada tardia das chuvas, o que atrasou o plantio e a colheita da soja.

A região do Matopiba deverá ser beneficiada com até 400 mm de chuva nesta primeira quinzena de março, bem acima das médias históricas. A colheita da soja de ciclo normal deverá se iniciar nos primeiros dias de abril.

A torcida agora é pelo arrefecimento dos altos volumes de chuva na floração e estabelecimento dos capuchos do algodão, que este ano teve um aumento de até 35% na área plantada no Oeste baiano.

Fonte: O Expresso.